zaniniCarlos Augusto Zanini, filho do homenageado, Giancarlo Zanini, e o vereador Índio. Foto: Oscar Jupiraci

O Título de Cidadão Emérito foi entregue ao filho dele em uma sessão solene realizada na noite de terça-feira, 06/09, no Plenário Tereza Delta. “Sinto-me honrado em ser o autor do Decreto Legislativo que instituiu esta cerimônia que, mesmo tardia, procurou fazer jus a uma pessoa que se empenhou tanto em promover a arte em nossa cidade”, explicou o vereador Índio.

 

Além de uma renomada trajetória na pintura, o parlamentar destacou a atuação de Zanini em outras áreas.  “Ele foi um dos fundadores da Associação Cultural de São Bernardo do Campo, em 1987, sendo seu primeiro presidente. Lecionou na Casa de Arte e participou, como jurado, de várias comissões de organização ou de seleção e premiação de concursos artísticos. Fez parte de um grupo na Creche da Meimei e, como mantenedor e membro dos tarefeiros, organizava jantares e encontros para arrecadação de fundos para a instituição. Era, também, integrante dos médiuns do Centro Espírita Obreiros de São Bernardo do Campo”, enumerou Índio.

 

“Seria muito melhor se meu pai estivesse aqui, junto com a gente, para receber esse tributo. Mas, com certeza, onde estiver, ele está muito feliz com essa honraria porque gostava muito de São Bernardo e fazia tudo pela cidade”, afirmou Carlos Augusto Zanini.

 

Estiveram presentes na mesa de honra, o vereador Índio, presidente da comissão organizadora; Carlos Augusto Zanini, filho do homenageado; Rosana Esteves Zanini e Gabriela Esteves Zanini, familiares e Paula Bonk, amiga.

 

O homenageado  

 

Nascido em 1934, em Verona, na Itália, Giancarlo Zanini radicou-se no Brasil no ano de 1952 e residiu no bairro do Cambuci, em São Paulo. Casou-se com a Sra. Anesia Fiore Zanini, que foi quem o presenteou com o primeiro cavalete de pintura.

Em 1964, ingressou na Associação Paulista de Belas Artes para aprender e aprimorar sua técnica. Foi ali que o mestre Castagna o inspirou para a pintura em seus primeiros passos.

Dez anos depois, veio morar com toda a sua família na cidade de São Bernardo do Campo, onde escolheu permanecer pelo resto de sua vida.

Sua linha principal era o impressionismo, com pinceladas determinadas e vigorosas e cores vivas e vibrantes, que mostram a sua paixão pela arte. Tal entusiasmo também era refletido nos tons claros e escuros utilizados, com luzes intensas e sombras profundas, formando uma obra harmoniosa.

Como paisagista, interpretou, com emoção, a natureza das imediações de São Paulo, São Bernardo do Campo e Riacho Grande.

Suas criações se assemelham as de grandes mestres. O que o distingue dos demais é a tonalidade acentuada de sua arte. Foi um dos grandes coloristas da moderna pintura brasileira.

Sua inspiração era o campo. Era lá que, com os amigos, escolhiam as paisagens e, ali mesmo, criavam suas telas, trazendo esboços com grafite impresso e a imagem gravada na retina, reproduzindo as cores e sentimentos próprios do ambiente.

Conquistou diversos prêmios, como o título de Comendador, da Associação de Artes Plásticas do Brasil; a Grande Medalha de Ouro - V Salão de Paisagem Paulista e o Certificado de “Benemerenza”, outorgado pela Câmara da Indústria e Comércio de Verona – Itália, entre outros.

Talentoso e sensível, apreciava a fotografia, a literatura e, em especial, a música. Óperas, operetas e as românticas canções italianas sempre o acompanhavam na execução de seus quadros.

Faleceu no ano de 2005, em São Bernardo do Campo.

 

A solenidade foi realizada nos termos do Decreto Legislativo n° 1.493, de 23 de junho de 2016, de autoria do vereador Índio.

 

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